Um dos principais pontos que preocupam empresários ao abrir o seu negócio é saber como evitar a falência. São diversos os motivos que podem levar a essa situação. A crise financeira do país é uma delas, assim como a falta de planejamento, má gestão e ausência de funcionários capacitados, entre outros aspectos.
Pensando nisso, reunimos informações essenciais neste artigo para explicar a importância de um bom planejamento, as principais causas da falência e como evitá-las. Continue a leitura para saber mais!
Qual a importância de ter um bom planejamento?
O planejamento é muito importante e deve ser feito antes da abertura do negócio, pois nele estarão contidos tudo o que for relacionado à nova empresa. Com as portas abertas, ele adquire um papel ainda mais especial, estabelecendo a disciplina, estipulando metas e gerenciando os processos. Resumindo, é um dos pilares para uma gestão empresarial eficiente e essencial para evitar situações de crise e até a falência.
No entanto, é importante considerar que não se trata de um documento estático. Ele deve ser reavaliado e atualizado periodicamente, com base no desempenho da empresa, para implementação de melhorias e acompanhamento do que é praticado no mercado, a fim de se manter competitivo.
Quais as principais causas de falência da empresa?
A taxa de mortalidade das empresas no Brasil, que indica a quantidade de negócios que fechou as portas após algum tempo do início de suas atividades, é alta. Segundo dados divulgados pelo Sebrae, a pesquisa Sobrevivência de Empresas (2020) apontou que 29% das MEIs entraram em processo de falência após cinco anos da abertura do negócio.
O mesmo levantamento apontou que 21,6% das falências ocorreram em microempresas e 17% nas de pequeno porte. Esse quadro pode ser causado por diversos motivos. Os mais recorrentes são:
- situação financeira do empresário antes de abrir a empresa;
- planejamento equivocado ou a falta dele;
- falta de capacitação técnica dos colaboradores;
- ausência de clientela;
- dívidas em excesso;
- falta de análise do mercado;
- gestão ineficiente;
- precificação incorreta, entre outros.
Para que a empresa consiga prosperar e se manter competitiva no mercado, é preciso se preocupar com esses aspectos que devem ser considerados essenciais.
Quais as melhores formas de evitar a falência da empresa?
Para evitar a falência é preciso cuidar de aspectos técnicos, administrativos e, ao mesmo tempo, ter um olhar analítico voltado ao mercado. A seguir, veja 12 maneiras de evitar que isso aconteça com o seu negócio:
1. Identifique erros
A primeira providência para evitar a falência é identificar eventuais falhas na gestão. Para isso, é necessário analisar as informações sobre compras e vendas, relatórios de desempenho e de fluxo de caixa. A partir dessa avaliação inicial é possível chegar aos principais pontos que podem estar levando o negócio a uma situação de crise.
2. Faça um plano de negócios
Conforme já comentamos, a elaboração de um plano é crucial para estabelecer estratégias de ações. Ele serve como uma bússola de tudo o que a empresa precisa fazer para alcançar os seus objetivos. Normalmente, esse tipo de documento inclui:
- metas e objetivos do empresário;
- resultados a serem alcançados;
- dados estatísticos sobre a situação atual do negócio;
- atividades que precisam ser melhoradas para a continuidade do empreendimento.
Além disso, devem ser realizados estudos de mercado e análise financeira para, então, definir se o negócio continua viável, a taxa de rentabilidade, o crescimento esperado e os próximos passos a serem dados. Todos esses aspectos são importantes para tirar a empresa de uma situação de crise e fazê-la acompanhar e até ultrapassar os seus concorrentes.
3. Corte gastos
Muitas empresas abrem falência devido a despesas muitas altas e falta de recursos para arcar com os compromissos. Isso acontece quando há má gestão financeira. Nesses casos, os gastos são maiores que os ganhos e o descontrole é constante. Esse problema pode ser evitado por meio do corte dos gastos que nada acrescentam às estratégias da empresa, verificando quais tipos de despesa podem ser eliminados.
Aqui, é importante observar que os custos podem ser divididos em duas modalidades: os estratégicos e os não estratégicos. O primeiro se refere a tudo o que ajuda a melhorar os resultados da empresa e a criar negócios, como engajamento de clientes, campanhas de marketing e capacitação dos colaboradores.
Já os custos não estratégicos envolvem o que é relevante para o negócio, mas não agem diretamente na sua melhoria, como os gastos com água, luz, internet, etc. Dessa forma, buscar alternativas para reduzir tais custos contribui (e muito) para melhorar a situação financeira do empreendimento.
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